terça-feira, julho 21, 2020

O prefeito que mudou para melhor a história da Educação de Itaituba, PCCR, atraso de salários, desgaste político...

Jota Parente: Valmir diz que a SEMED vai para o prédio da 15 de agosto                                               Palácio da Liberdade (Prefeitura), hoje, Secretaria de Educação

Se o Dr. Botelho foi ou não o melhor prefeito de Itaituba, isso que vai decidir é a História. Uma coisa é certa: ele sempre estará entre os melhores.

Em uma área específica, ninguém tem dúvida de que nenhum governante do município, nem antes, nem depois, fez tanto quanto ele. Foi na Educação, como bem lembrou o vereador Peninha, em conversa com a reportagem do blog.

                                                                       Vereador Peninha

“Hoje de manhã fui surpreendido com a notícia da morte do ex-prefeito de Itaituba, Edilson Botelho, o que lamento profundamente. Foi um grande amigo, um irmão com o qual o tive oportunidade de conviver de perto por muitos anos, inclusive como prefeito deste município.

Itaituba está de luto pela perda desse grande homem público.

Para quem como eu, que está na vida política por tanto tempo, exercendo o oitavo mandato de vereador, posso afirmar com certeza, que a história de Itaituba se divide entre antes e depois de Botelho.

Não é porque morreu, não. É porque onde a gente anda, nos quatro cantos deste município, a gente encontra marcas dos seus quatro anos de governo. Tem trabalho, e ele marcou presença em um grande número de comunidades fazendo obras históricas.

Lembro que Itaituba, por décadas, tinha somente o trapiche municipal, que foi substituído pela obra do Terminal Hidroviário, que foi o primeiro em toda esta região Oeste. Só agora Santarém está ganhando o seu. Essa obra foi fruto do empenho dele junto ao ex-governador Almir Gabriel.

O Palácio da Liberdade, localizado na travessa 15 de Agosto, onde funcionou a prefeitura desde o governo dele, até o final do primeiro mandato do prefeito Valmir Clímaco foi comprado pelo município, por iniciativa do ex-prefeito Edilson Botelho.

A Praça do Cidadão foi outra obra marcante do governo de Edilson Botelho, que foi um marco para a população de grande parte da Cidade Alta e de diversos outros cantos da cidade.

Aquela praça passou a ser meio de vida para muitas famílias, que diariamente tinham suas vendas naquele local, que se transformou numa grande área de lazer.

Vamos sentir muito a sua falta, não só como homem público, assim como médico, que estava sempre disposto a atender quem precisava dos seus serviços médicos, com ou sem dinheiro no bolso. Foi um grande profissional na área da saúde, e muito humano, porque meu caro jornalista Jota Parente, quantas vezes ele foi procurado por pessoas que não tinham dinheiro para pagar a consulta. Ele atendia da mesma maneira.

A gente costuma lembrar do que as pessoas fizeram, somente depois que elas morrem, mas, ele deixou mesmo uma bela história escrita neste município, história essa que nós não podemos deixar que se apague.

Sua passagem por essa vida foi marcada por coisas boas. Tenho certeza que Deus reservou-lhe um bom lugar na eternidade” disse Peninha.

Ele queria melhorar a Educação, e melhorou

A “menina dos olhos”, o sonho de mudar a história do município através da Educação. Foi dessa maneira que, de 1º de janeiro de 1997 a 31 de dezembro de 2.000, foi tratada a Educação.

“Foi Botelho quem teve a coragem de ser o primeiro prefeito de Itaituba a realizar um concurso público para dar estabilidade aos servidores municipais. Até então, todos trabalhavam como servidores temporários, podendo ser demito a qualquer momento, conforme o humor político do governante de plantão” afirmou o vereador Peninha.

Os importados

Por causa do concurso público, o prefeito Edilson Botelho enfrentou um desgaste político muito grande. O motivo foi que um percentual bastante grande de aprovados eram de outros municípios. Veio gente de Santarém, de Belém e de outros lugares, para assumir o lugar dos temporários.

Os que faziam oposição ao seu governo, apelidaram de importados os novos servidores municipais. A alcunha pegou. Tinha tudo para pegar, e pegou. Quem perdeu o emprego porque não conseguiu passar no concurso, ajudou a aumentar o cordão dos descontentes.

Antes do concurso público, Botelho já havia trazido algumas pessoas de fora para serem secretários municipais, o que somando-se à questão do concurso, só fez piorar a situação política. Alguns desses secretários se relacionavam muito mal com a população, piorando a situação política do grupo do chefe.

 Não dava para retroceder no tempo cancelando o concurso e recontratando os temporários. E mesmo que desse, o prefeito nunca faria isso, pois tinha convicção de que havia tomado a decisão correta. E nesse particular, ele fez o que precisava ser feito.

A Educação no município mudou radicalmente para melhor. Com professores formados, e por cima, vindos de um centro maior, onde novas técnicas já eram adotadas, os alunos do Ensino Fundamental ganharam muito em qualidade do ensino.

Para os professores que toparam vir para Itaituba, foi também um avanço e tanto, uma vez que o piso salarial do município passou a ser o maior do Estado do Pará, e destaque até em nível de Brasil.

O primeiro cursinho pré-vestibular de Itaituba, totalmente grátis, foi realizado no governo de Edilson Botelho. Muitos alunos foram aprovados para universidades públicas. Realmente, a Educação sempre vai sentir falta dele, que terminou pagando caro pela coragem que teve. A História lhe dará razão.

 O vereador Peninha lembra, que a dedicação de Botelho pela Educação teve outros aspectos que também custaram caro ao ex-prefeito, e no caso em questão, talvez pela empolgação de mudar a história do município, ele cometeu um erro que causou muito mais desgaste político, cujos reflexos viriam a ser fortemente sentidos por ocasião de sua tentava de reeleição no ano 2.000.

 “Após fazer o concurso, Botelho chamou todos os aprovados. Por iniciativa de seu governo, tinha sido aprovado o Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR).

 Com os salários de um grande número de servidores, elevados, chegou uma hora em que os cofres do município não tinham dinheiro suficiente para pagar.

Faltou dinheiro, houve atraso no pagamento dos servidores, protestos contra a gestão, fora o imenso desgaste político, que contribuiu para sepultar de vez sua vontade de continuar prefeito do município”, falou o vereador Peninha ao blog.

Jota Parente

Continua...

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