Blog do Jota Parente

segunda-feira, fevereiro 25, 2019

Encontro discute base curricular para os ensinos infantil e fundamental no Pará

Agência Pará - Gestores escolares e professores dos 144 municípios do Pará estarão em Belém nesta terça-feira (26) para discutir a implementação do documento curricular da educação infantil e ensino fundamental do Estado. O evento Diálogos Circulares: I Encontro Formativo de Professores da Educação Infantil e Ensino Fundamental de Escolas das Redes Públicas Municipais e Estadual do Pará é realizado pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).

O objetivo é orientar e formar os municípios para a devida adequação das escolas à nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC). A BNCC foi homologada em 2017 e, ao longo de 2018, a Seduc trabalhou em uma proposta única de documento curricular (DC) para o Estado. O documento foi amplamente discutido por especialistas e recebeu propostas em consulta púbica. Já em 2019, o DC será utilizado para formação continuada e assessoramento aos municípios que ainda não aderiram à nova proposta.

Segundo a Seduc, 115 municípios paraenses já assinaram o acordo de cooperação técnica e o restante tem até 2020 para se adequar. Durante o evento, haverá coleta de subsídios teórico-metodológicos a partir da socialização de saberes e experiências pedagógicas, desenvolvidas por educadores das redes públicas municipal e estadual. O resultado desse diálogo servirá de base para a elaboração dos cadernos pedagógicos.

A BNCC é o documento norteador da educação básica e fundamental e tem como principal diretriz a definição do currículo escolar com abordagem da realidade local. Com base nessa diretriz, o documento estadual definiu como princípios norteadores dessa política o respeito à diversidade cultural amazônica.

No caso da educação infantil, os currículos devem ter como ponto de partida as crianças e suas especificidades para que estas possam usufruir de suas infâncias (a criança do Campo das Águas e Florestas, a criança indígena e a quilombola). No ensino fundamental, as áreas de conhecimento (matemática, linguagens, ciências humanas e ensino religioso) devem interagir com outros componentes curriculares, como o espaço e o tempo, valores à vida social e cultura.  
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Comentário do blog: Ótimo, depois disso, é só esperar que despertemos todos dessa letargia do faz de contas que a escola ensina, os alunos fazem de conta que aprendem e nós, pais, fazemos de conta que acreditamos.

Jota Parente

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