Blog do Jota Parente

terça-feira, janeiro 15, 2019

Ação da Forjas Taurus despenca após Bolsonaro assinar decreto que facilita compra de armas; entenda

Arma da marca Taurus — Foto: Reprodução/Facebook da empresaG1 - As ações da fabricante de armas Forjas Taurus tiveram dia de forte desvalorização nesta terça-feira (15), perdendo mais de 20%, após o presidente Jair Bolsonaro assinar decreto que facilita a compra de armas de fogo e amplia a validade da posse.

As mudanças das regras sobre a posse de armas de fogo forampromessas de campanha de Bolsonaro, o que levou as ações da Taurus a dispararem na bolsa ao longo da segunda metade de 2018. No ano passado, os papéis da empresa subiram 180%, liderando os ganhos da bolsa.

Nestas primeiras semanas de 2019, acumularam alta perto de 46% - mesmo com a empresa registrando resultados negativos em seus últimos balanços. O relatório mais recente, referente aos primeiros 9 meses de 2018, mostra prejuízo de R$ 44,6 milhões.


O economista Miguel Daoud, da Global Financial Advisor, diz que a queda desta terça é um movimento de “realização de lucros” – ou seja, investidores que haviam comprado ações da Taurus estão aproveitando a valorização recente para vendê-las a um preço mais alto do que pagaram. O movimento faz com que, com mais ações à venda, o preço recue.

“As ações sobem no boato e caem no fato”, resume Daoud. “As ações subiram em decorrência das expectativas em relação à posse de armas. Uma vez concretizado, não tem mais nada que possa levar essa ação a um patamar mais alto. Tudo que tinha que subir já subiu. É nesse momento que investidores que tiveram uma valorização astronômica nas ações acabam realizando o lucro. Tão simples quanto isso.”


Mas, além do movimento especulativo, outro fator pode explicar a queda nesta terça, segundo o economista Jason Vieira, da gestora Infinity. Ele se refere a declarações do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, sobre a possibilidade de uma abertura do mercado de fabricação de armas no país a fabricantes estrangeiros. “Este seria o motivo mais crível para esse movimento”, afirma.

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